MONITORAMENTO MENSAL DE ÁGUA SUBTERRÂNEA E SUPERFICIAL


 

Objetivos do Monitoramento:

 
  • - Caracterizar a qualidade natural das águas subterrâneas;
  • - Estabelecer Valores de Referência de Qualidade – VRQ para cada substância de interesse, por Aqüífero;
  • - Avaliar as tendências das concentrações das substâncias monitoradas;
  • - Identificar áreas com alterações de qualidade;
  • - Subsidiar as ações da CETESB para prevenção e controle da poluição do solo e da água subterrânea;
  • - Avaliar a eficácia dessas ações a longo termo;
  • - Subsidiar a formulação de ações de gestão da qualidade do recurso hídrico subterrâneo, no âmbito dos Comitês de Bacias Hidrográficas; e
  • - Subsidiar a classificação das águas subterrâneas para o enquadramento e a cobrança pelo uso, a fim de efetuar sua proteção.
 

Pontos da Rede de Monitoramento de Qualidade

 
São monitoradas, com freqüência semestral, as águas de mais de 170 poços e nascentes dos diversos aqüíferos do Estado, distribuídos ainda nas diversas UGRHIs – Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado. São analisados 40 parâmetros físicos, químicos e biológicos dessas águas, sendo que na Bacia do Alto Tietê – UGRHI 6 e no município de Paulínia são também monitorados substâncias tóxicas orgânicas.
 
A Rede de Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas abrange os Aqüíferos Guarani, Bauru, Serra Geral, São Paulo, Taubaté, Tubarão e Pré-Cambriano e a distribuição dos pontos de monitoramento pode ser visualizada na figura abaixo.
 
As características geoquímicas das águas subterrâneas dependem, inicialmente da composição das águas de recarga e, em seguida, de sua evolução química, influenciada diretamente pelas litologias atravessadas.
 
O teor de substâncias dissolvidas nas águas subterrâneas vai aumentando à medida que prossegue no seu movimento. As variações naturais de qualidade das águas subterrâneas são pequenas. Assim, características extremas ou diferentes daquelas esperadas indicam a presença de situações anômalas (corpos de minério, metamorfismo de rochas, ação antrópica).
 
Dentro deste contexto, há necessidade de se saber quais são os parâmetros químicos de uma determinada formação aqüífera que podem ser considerados naturais ou provenientes de fontes antrópicas, daí a importância do monitoramento das águas subterrâneas.
 
No Estado de São Paulo, os aqüíferos estão situados nas denominadas províncias hidrogeológicas do Paraná e Escudo Oriental do Sudeste.
 
Os aqüíferos correspondem, em linhas gerais, às grandes unidades geológicas, conforme apresentado nas figuras abaixo. As áreas de afloramento das rochas de cada unidade geológica, ou seja, sua distribuição em superfície, correspondem às principais áreas de recarga dos aqüíferos.
 
Na seção hidrológica esquemática pode-se observar a sobreposição dos aqüíferos, que define os setores de confinamento ou afloramento de um aqüífero.
 
Quanto à composição química natural, as águas subterrâneas do estado são predominantemente bicarbonatadas cálcicas e bicarbonatadas sódicas.
 
 
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